O dia em que eu percebi que sobreviver não era mais suficiente

Durante muito tempo, eu achei que mudar de vida significava conquistar mais.

Mais dinheiro.
Mais reconhecimento.
Mais controle.
Mais segurança.

Até perceber uma coisa desconfortável:

eu podia conquistar tudo isso e continuar vivendo a mesma vida por dentro.

A mudança começou quando parei de perguntar “o que eu preciso suportar?” e comecei a perguntar:

“Que vida eu realmente quero viver?”

Foi aí que algumas coisas mudaram.

Comecei a descansar sem precisar justificar o descanso.
A dizer não sem transformar isso em culpa.
A escolher onde colocar meu tempo.
A me permitir rir, dançar, viajar, experimentar coisas novas.

E, principalmente, comecei a entender que algumas pessoas poderiam não gostar da minha nova versão.

E tudo bem.

Porque amadurecer também é aceitar que, às vezes, para não se abandonar novamente, você terá que decepcionar algumas expectativas.

Hoje eu não acredito mais que uma vida boa seja aquela em que damos conta de tudo.

Acredito que seja aquela em que cabemos dentro da própria vida.

Talvez a sua grande mudança também não esteja em fazer mais.

Talvez esteja em finalmente se permitir viver aquilo que você passou tantos anos adiando.

Porque sobreviver pode ter sido necessário.
Mas viver é uma escolha que, em algum momento, precisa começar.

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