Tem mulheres que conseguem descansar.
Outras, mesmo deitadas, continuam trabalhando por dentro.
A mente faz listas.
Lembra do que ficou pendente.
Planeja o dia seguinte.
E a culpa aparece no exato momento em que elas tentam parar.
Isso nem sempre acontece por falta de organização.
Às vezes, é o resultado de uma história.
Muitas mulheres cresceram ouvindo que descansar era preguiça, que pedir ajuda era fraqueza ou que seu valor estava em cuidar de todo mundo.
O corpo cresceu.
Mas a regra permaneceu.
Por isso, antes de perguntar “como vou dar conta de tudo?”, talvez valha a pena perguntar:
“Quem me ensinou que eu precisava dar conta de tudo?”
Porque descansar não é um prêmio.
É uma necessidade humana.
E compreender a própria história pode ser o primeiro passo para viver com menos culpa e mais equilíbrio.
“O comportamento é a ponta. A história é a raiz.”
