Por muito tempo, eu confundi força com dar conta de tudo.
Resolver.
Aguentar.
Continuar.
Não incomodar.
Não parar.
Talvez você também tenha aprendido a funcionar assim.
O problema é que o nosso cérebro aprende com aquilo que vivemos. Quando passamos muito tempo em situações de estresse, insegurança ou necessidade de controle, permanecer em alerta pode se tornar automático.
E então descansar traz culpa.
Delegar parece difícil.
Pedir ajuda parece fraqueza.
E até quando tudo está bem, alguma coisa dentro continua esperando o próximo problema.
Só que existe uma diferença entre ser uma mulher forte e precisar ser forte o tempo inteiro.
Eu precisei perceber isso na minha própria história.
Algumas versões de mim foram necessárias para atravessar determinadas fases. Mas isso não significa que eu precise continuar vivendo sob as mesmas regras.
Quando começamos a compreender de onde vêm determinados padrões, deixamos de simplesmente reagir e começamos a escolher.
E essa mudança pode ser silenciosa.
Às vezes, começa quando você descansa sem culpa.
Quando diz “não” sem se explicar demais.
Quando aceita ajuda.
Quando percebe que não precisa controlar tudo para estar segura.
Você não precisa deixar de ser forte.
Talvez só precise descobrir que existe uma vida possível além da sobrevivência.
E talvez a pergunta não seja mais:
“Como eu aguento tudo isso?”
Mas:
“Como eu quero viver daqui para frente?”
