Você não é a versão que a dor criou

Há momentos em que a vida nos ensina a funcionar de um jeito que parece definitivo.

Você aprende a ser forte.
A não pedir muito.
A resolver tudo.
A esconder o que sente.
A continuar mesmo quando está no limite.

E, depois de algum tempo, começa a acreditar que essa é simplesmente a sua personalidade.

Eu também já confundi adaptação com identidade.

Foi preciso olhar para a minha própria história para perceber que muitos dos comportamentos que me ajudaram a atravessar determinadas fases não precisavam continuar comandando a minha vida.

Isso não acontece de uma hora para outra.

A mudança começa quando conseguimos observar nossos padrões com mais consciência e menos julgamento.

Quando entendemos por que reagimos sempre da mesma maneira.

Quando percebemos que uma antiga forma de proteção pode estar, hoje, nos impedindo de viver diferente.

Foi assim que algumas mudanças começaram na minha própria vida: não apagando o que vivi, mas aprendendo a me relacionar de outra maneira com aquilo que vivi.

E é isso que quero transmitir através do meu trabalho:

a sua história explica muita coisa sobre você, mas não precisa decidir tudo sobre o seu futuro.

Talvez exista uma versão sua que ainda não apareceu porque você passou tempo demais tentando apenas dar conta.

E talvez a transformação comece justamente quando você deixa de perguntar:

“O que há de errado comigo?”

e começa a perguntar:

“O que aconteceu comigo — e o que posso fazer diferente a partir daqui?”

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